Alívio de sintomas físicos e psicológicos
Dor, dispneia, náusea, fadiga, ansiedade, delirium, insônia, anorexia, constipação. Tratar o sintoma é devolver ao paciente a possibilidade de viver o tempo que lhe resta com o mínimo de sofrimento evitável.
Cuidados Paliativos
Cuidados paliativos não são ausência de tratamento. São tratamento focado no controle de sintomas, na dignidade e na qualidade de vida, em qualquer momento de uma doença grave. É a especialidade clínica do nosso Responsável Técnico.
Conversar com a equipe clínicaAntes de qualquer outra coisa
Abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e de suas famílias diante de doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e do alívio do sofrimento, com identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e de outros problemas físicos, psicossociais e espirituais.
A definição importa, porque muita gente, ao ouvir "cuidados paliativos", imagina "fim de linha", "desistência" ou "a hora de deixar ir". Nenhuma dessas imagens é correta. Cuidados paliativos são cuidado integral: medicina ativa, tecnicamente exigente, baseada em evidência, focada em aliviar sofrimento e em preservar qualidade de vida durante qualquer momento de uma doença grave.
Podem ser iniciados logo após o diagnóstico. Podem caminhar lado a lado com o tratamento curativo. Podem durar anos. E, quando for a hora, também acompanham o paciente e a família pelo processo final, com o mesmo rigor técnico e o mesmo cuidado humano que tiveram até ali.
Momento de indicação
Há um dado consolidado na literatura médica que vale a pena repetir sempre que a conversa sobre paliativos aparece: pacientes com doença grave que recebem cuidados paliativos precocemente (integrados ao tratamento da doença de base) têm melhor qualidade de vida e, em vários estudos, maior sobrevida do que pacientes que só recebem tratamento convencional. O estudo mais famoso nessa linha é o de Temel et al., publicado no New England Journal of Medicine em 2010, com pacientes com câncer de pulmão metastático.
Esse resultado é contraintuitivo para muita gente. "Como é que cuidar menos pode fazer viver mais?" A resposta é que cuidados paliativos não são "cuidar menos". São cuidar diferente: controlar sintomas que, não tratados, deterioram a função; tomar decisões com calma antes que elas precisem ser tomadas em crise; evitar intervenções que só prolongam sofrimento; apoiar emocionalmente a pessoa e a família para que a experiência da doença seja suportável.
Por isso, a OMS e a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) recomendam início precoce, concomitante ao tratamento curativo sempre que aplicável, e não no último momento, como reserva final quando "já não há mais o que fazer". Quase sempre há o que fazer.
Os cinco princípios
Dor, dispneia, náusea, fadiga, ansiedade, delirium, insônia, anorexia, constipação. Tratar o sintoma é devolver ao paciente a possibilidade de viver o tempo que lhe resta com o mínimo de sofrimento evitável.
Cuidados paliativos não são eutanásia e não são distanásia. Não aceleram nem adiam. Acolhem o processo natural quando ele chega, e protegem o paciente tanto do sofrimento evitável quanto do prolongamento fútil.
A vida que está acontecendo importa: cada conversa, cada refeição, cada momento com a família. A morte, quando chega, é processo, e tem seu próprio tempo. Não é fracasso da medicina; é parte da condição humana.
Doença grave atinge corpo, mente, família, comunidade e dimensão espiritual do paciente. O cuidado que só olha o corpo está incompleto. E muitas vezes o que mais sofre nessas situações não é o corpo, é o sentido.
O cuidado não termina no paciente. A família que cuida está vivendo seu próprio processo, e frequentemente em sobrecarga. Apoiar quem cuida é parte do trabalho.
O que é feito no domicílio
Quase tudo o que um paciente em cuidados paliativos precisa pode ser manejado no domicílio, sem levar a pessoa ao pronto-socorro, que muitas vezes é um ambiente dolorosamente inadequado para quem está em fase delicada. A equipe trabalha com os principais sintomas da prática paliativa:
O objetivo é simples de enunciar e difícil de executar bem: que o paciente tenha o menor sofrimento possível durante o tempo que tiver. Sem artifícios que prolongam indefinidamente, sem negligência que antecipa, sem sofrimento evitável.
Conversa estruturada
O advance care planning (planejamento avançado de cuidado) é uma das partes mais importantes e mais negligenciadas dos cuidados paliativos no Brasil. É a conversa estruturada com o paciente e com a família sobre desejos, valores, limites e preferências: o que essa pessoa quer e o que não quer; o que é importante para ela nesta fase da vida; como ela entende o próprio adoecimento; o que ela teme; quais decisões quer tomar ainda lúcida; quais decisões delega a quem.
Essa conversa envolve temas difíceis: internação ou cuidado em casa, sonda ou alimentação via oral, ressuscitação ou não em caso de parada, intervenções invasivas ou manejo conservador. Não para forçar decisões, mas para reduzir o número de decisões precisas em crise. Quando a conversa é feita com calma e antecedência, a família não precisa escolher no desespero, entre a madrugada e a emergência, sem saber o que o paciente teria escolhido.
Planejamento avançado de cuidado é um ato clínico, conduzido com técnica. Não é conversa informal. E faz diferença muito concreta para a tranquilidade de quem fica.
Quem cuida
O cuidado paliativo bem feito é sempre interdisciplinar. Cada profissional entra com um olhar específico:
Nem todo caso precisa de todos esses profissionais simultaneamente. O plano é individual e proporcional à situação clínica do paciente e às necessidades da família.
Apoio à família e ao cuidador
Quem está cuidando de um familiar com doença grave geralmente está em sobrecarga: física, emocional, financeira, existencial. A literatura reconhece isso há muito tempo: o "cuidador familiar" costuma ser uma pessoa exausta, frequentemente adoecendo também, muitas vezes culpada por cansar e ao mesmo tempo culpada por descansar.
Parte do trabalho da equipe paliativa é reconhecer essa sobrecarga, nomeá-la, e oferecer respiro concreto sempre que possível: seja através de plantão que libera a família para dormir, seja preparando a família para cada fase antes dela chegar, seja apoiando no luto antecipatório que muitos cuidadores vivem antes da perda formal.
E depois da perda, acompanhamento no luto. A equipe não desaparece do dia para a noite quando o paciente falece. A família também é paciente, no sentido amplo do termo.
Nossa autoridade clínica
O Dr. Luís Fernando Floresta Feitosa (CRM-TO 4120, RQE 2500, Medicina de Família e Comunidade) tem seis anos com Cuidados Paliativos como dedicação clínica principal. É co-fundador e Responsável Técnico do Amor em Saúde, e é a autoridade clínica da operação nessa área.
É o que a especialização técnica do nosso RT representa: você não está lidando com uma empresa que aceita fazer cuidados paliativos. Está lidando com uma operação cuja autoridade clínica é especialista na área, e que entende paliativos como uma das principais razões para o Amor em Saúde existir.
Além disso, o Dr. Luís é docente de medicina na Afya Palmas. O rigor técnico que ele aplica aqui é o mesmo que ensina aos futuros médicos do estado.
Perguntas que precisam de respostas honestas
Conversar sobre cuidados paliativos é um ato de amor, não de desistência. Se você ou sua família estão enfrentando uma doença grave, a gente está aqui pra ajudar a entender as opções. No tempo de vocês, sem compromisso, sem pressão.
Conversar com a equipe clínica(63) 99135-8888 · Seg-Sex 08h-18h · Plantão 24h para pacientes ativos